A evolução da indústria exige soluções de pintura capazes de acompanhar fábricas cada vez mais automatizadas, integradas e preparadas para responder rapidamente às mudanças do mercado. Foi com esse desafio que a Metalfarma, fabricante de mobiliário metálico para farmácias e perfumarias, decidiu internalizar seu processo de pintura a pó sem abrir mão do elevado nível de automação já presente em sua operação.
Para desenvolver essa solução, a empresa contou com a DELTEC na criação de uma nova linha de pintura integrada a um transportador aéreo Futura Power&Free e a uma arquitetura de aplicação WAGNER. O projeto foi concebido para atender às demandas atuais por flexibilidade, trocas rápidas de cor, estabilidade do processo e eficiência operacional, mas também para acompanhar a expansão da Metalfarma em novos segmentos industriais.
Uma linha de pintura preparada para o presente e para o próximo ciclo de crescimento
Internalizar um processo industrial não significa simplesmente trazer para dentro da fábrica uma atividade antes terceirizada. Em operações avançadas, a nova etapa precisa conversar com os sistemas já existentes, respeitar o fluxo produtivo, preservar a produtividade e abrir espaço para os próximos movimentos estratégicos da empresa.
Foi esse o desafio enfrentado pela Metalfarma, referência brasileira no desenvolvimento de mobiliário metálico para farmácias e perfumarias. Para acompanhar a evolução de sua fábrica, a empresa contratou a DELTEC para desenvolver uma nova linha de pintura a pó integrada a um transportador aéreo Futura Power&Free DR45 e a uma arquitetura de aplicação fornecida pela WAGNER, composta por cabine automática, central de pó e sistema completo de aplicação.
O projeto foi apresentado na revista ipcm®_LatinoAmérica, publicação especializada em tecnologia de superfície, na edição nº 55, de agosto de 2026. A reportagem, assinada por Alessia Venturi, destaca como automação, flexibilidade e visão de futuro orientaram a concepção da instalação.
O ponto de partida: uma fábrica já digitalizada
A Metalfarma não iniciou esse projeto a partir de uma operação convencional. A fábrica já apresentava elevado nível de automação, integração entre setores e racionalização do fluxo de materiais. Da marcenaria à conformação do aço, passando pela impressão gráfica, montagem e logística interna, diferentes áreas funcionavam sob uma lógica conectada.
O artigo da ipcm relata a presença de sistemas de dobra automatizados, integração entre corte e dobra e baixa necessidade de intervenção manual. Esse contexto definiu uma premissa importante para o projeto: a nova linha de pintura não poderia ser um elemento isolado dentro da planta.
Ela precisava operar com o mesmo nível de conectividade, automação e previsibilidade presente nos demais departamentos. Em outras palavras, o desafio não era apenas pintar peças, mas integrar a pintura à lógica industrial da Metalfarma.
Marlon Griesang, Diretor da DELTEC entrevistado pela ipcm, destacou justamente essa característica durante as primeiras visitas técnicas: poucas empresas brasileiras apresentam o mesmo grau de integração entre automação, equipamentos e processos observado na Metalfarma.
Mais do que substituir uma terceirização
A decisão de internalizar a pintura em pó foi motivada por uma combinação de necessidades operacionais e estratégicas. O mercado de mobiliário para farmácias e perfumarias exige diferentes configurações, acabamentos e identidades visuais, muitas vezes em lotes menores e com alternância frequente entre cores.
Para os fabricantes, isso significa equilibrar customização, prazo, produtividade e qualidade. A dependência de uma etapa externa pode dificultar a resposta a mudanças de programação, reduzir o controle sobre o fluxo de produção e aumentar a complexidade logística.
Com a nova linha, a Metalfarma passou a estruturar internamente uma etapa crítica do processo. A internalização, portanto, deve ser entendida como uma decisão de controle, flexibilidade e preparação para o crescimento, e não apenas como uma substituição de fornecedor.
Projetar uma linha para produtos que ainda não existiam
Um dos aspectos mais relevantes do case é a necessidade de projetar para além do mix atual. Uma linha industrial não deve ser dimensionada apenas para os produtos fabricados no momento da contratação. Ela precisa considerar a evolução do portfólio, novos segmentos, diferentes geometrias e possíveis mudanças na demanda.
No caso da Metalfarma, a instalação foi concebida para atender inicialmente o mercado de mobiliário metálico para farmácias e perfumarias, mas também para acompanhar a expansão da empresa em outras aplicações industriais.
Essa visão altera a forma de especificar os equipamentos. Cabine, sistema de aplicação, transportador, estufa, sequência de processo, espaço de manutenção e controles devem ser avaliados em conjunto. A pergunta deixa de ser “qual equipamento atende ao produto atual?” e passa a ser “qual arquitetura permite que a fábrica continue evoluindo?”.
Uma linha que precisava caber onde parecia não haver espaço
Integrar uma nova linha a uma fábrica em operação exige mais do que encontrar uma área disponível. É preciso compreender os fluxos existentes, os pontos de entrada e saída das peças, as conexões com processos anteriores e posteriores, as rotas logísticas, os acessos para manutenção e as possibilidades de expansão.
A engenharia precisa transformar restrições físicas em decisões de projeto. Isso envolve definir o percurso das peças, organizar alturas e curvas do transportador, posicionar cabine e estufa, prever acessos, reduzir interferências e preservar a fluidez da operação.
Em uma fábrica já digitalizada, cada novo equipamento deve reforçar o sistema, e não criar uma ilha de automação. Essa preocupação foi central no desenvolvimento da solução DELTEC para a Metalfarma.
O percurso das peças: movimentação como parte da qualidade
O transportador aéreo Futura Power&Free DR45 é um dos componentes que estruturam o fluxo da nova instalação. Mais do que deslocar peças entre etapas, um sistema Power&Free permite organizar a movimentação de acordo com a sequência produtiva, o espaçamento, a acumulação e as características de cada lote.
Esse tipo de arquitetura é especialmente importante em uma operação que precisa lidar com produtos variados. O percurso deve levar as peças ao pré-tratamento, à secagem, à aplicação, à cura e à saída da linha de forma coordenada, mantendo a rastreabilidade e evitando interferências entre lotes.
Quando o transporte é dimensionado junto com a aplicação e a cura, torna-se possível trabalhar com maior previsibilidade. A velocidade do fluxo, o tempo de permanência nas etapas e a organização das peças deixam de ser decisões isoladas e passam a fazer parte da engenharia integrada da linha.
Troca rápida de cor: uma exigência do mercado
A evolução do varejo farmacêutico aumentou a importância da personalização. Redes e projetos comerciais podem exigir novas identidades visuais, variações de acabamento e alterações frequentes na composição do mobiliário.
Por isso, uma linha de pintura a pó destinada a esse mercado precisa considerar as trocas de cor desde a fase de projeto. O desempenho não depende apenas da cabine, mas da combinação entre arquitetura de aplicação, central de pó, recuperação, procedimentos de limpeza, sequência de produção e organização dos lotes.
A solução desenvolvida para a Metalfarma incorpora uma arquitetura WAGNER com cabine automática, central de pó e sistema completo de aplicação. A escolha permite estruturar a pintura com foco em repetibilidade e flexibilidade, dois requisitos fundamentais para uma fábrica que trabalha com diferentes configurações.
Ergonomia, automação e estabilidade do processo
Automação não deve ser avaliada apenas pela quantidade de tarefas que deixam de ser manuais. Em uma linha industrial, ela também influencia ergonomia, repetibilidade, segurança, estabilidade e capacidade de gestão.
Ao automatizar etapas críticas, a empresa reduz a dependência de intervenções variáveis, facilita a padronização e cria melhores condições para acompanhar os parâmetros do processo. Ao mesmo tempo, o projeto deve preservar acessos para inspeção, limpeza, manutenção e ajustes.
A ergonomia faz parte dessa equação. Operadores precisam acessar os pontos corretos, movimentar-se com segurança e trabalhar em uma configuração que favoreça a rotina da produção. Uma linha mais automatizada não é necessariamente uma linha mais eficiente se o layout dificulta a manutenção ou cria barreiras para o acompanhamento do processo.
No case Metalfarma, automação, conectividade e racionalização dos fluxos foram consideradas desde o início para que a pintura pudesse acompanhar o padrão da fábrica.
Sustentabilidade construída a partir das escolhas de engenharia
A sustentabilidade de uma linha industrial não se resume a um equipamento específico. Ela é construída por uma série de decisões que influenciam consumo, retrabalho, perdas, manutenção e vida útil da instalação.
Uma linha de pintura a pó bem projetada pode contribuir para uma operação mais eficiente ao reduzir movimentações desnecessárias, melhorar a estabilidade da aplicação, facilitar a recuperação do pó, diminuir retrabalho e favorecer o controle da cura. O resultado depende das condições reais de operação e da forma como os equipamentos são integrados.
No projeto da Metalfarma, a sustentabilidade está associada à própria lógica de internalização e automação: mais controle sobre o processo, melhor organização do fluxo e maior capacidade de adequar a produção às demandas do mercado.
É importante não tratar sustentabilidade como uma promessa genérica. Ela precisa ser traduzida em parâmetros de engenharia, procedimentos operacionais e indicadores que a empresa consiga acompanhar ao longo do tempo.
Um investimento pensado para acompanhar a evolução da empresa
A nova linha de pintura a pó da Metalfarma representa uma decisão industrial de longo prazo. Em vez de buscar apenas uma solução para a necessidade imediata, a empresa estruturou uma instalação capaz de acompanhar mudanças de volume, mix, cores, produtos e segmentos.
Esse é o principal aprendizado do case: a melhor linha de pintura não é necessariamente a que apenas atende ao cenário atual, mas aquela que permanece coerente quando a empresa muda de escala.
Para a DELTEC, participar desse projeto significou desenvolver uma solução compatível com uma fábrica que já opera sob os princípios da automação e da Indústria 4.0. A linha precisava dialogar com a cultura tecnológica da Metalfarma, integrar parceiros especializados e entregar flexibilidade sem abrir mão da estabilidade do processo.
O papel da DELTEC em projetos de pintura industrial
A DELTEC desenvolve soluções para tratamento de superfícies e pintura industrial desde 1986, atuando no projeto e na integração de linhas para diferentes necessidades produtivas. No case Metalfarma, sua responsabilidade foi criar uma linha de pintura a pó alinhada ao fluxo da fábrica, à automação existente e à estratégia de expansão da empresa.
Esse tipo de projeto exige uma visão que reúna processo, layout, movimentação, aplicação, cura, automação, ergonomia e manutenção. Também exige capacidade de coordenar diferentes tecnologias e fornecedores em uma solução coerente.
A parceria com a Metalfarma mostra como a engenharia de uma linha completa pode apoiar decisões estratégicas: internalizar processos, responder com mais agilidade ao mercado, ampliar o controle operacional e preparar a empresa para novos produtos.
O case Metalfarma mostra que uma nova linha de pintura a pó pode ser muito mais do que uma etapa adicional da produção. Quando é planejada com base na realidade da fábrica, ela se torna parte da estratégia de crescimento da empresa.
A solução desenvolvida pela DELTEC integrou movimentação Futura Power&Free, aplicação WAGNER, automação e visão de expansão para criar uma instalação alinhada às exigências do mercado brasileiro de mobiliário para farmácias e perfumarias. O projeto também reforça uma convicção da DELTEC: linhas de pintura industrial preparadas para o futuro começam com uma engenharia capaz de enxergar o futuro da própria fábrica.
E essa reportagem aborda os principais desafios e decisões de engenharia do projeto, incluindo a integração com uma fábrica já automatizada, o aproveitamento do espaço, o percurso das peças, a troca rápida de cor, a ergonomia, a sustentabilidade e a preparação da linha para o crescimento futuro da Metalfarma.
Confira o artigo completo na revista ipcm: Automação, flexibilidade e visão de futuro: a nova linha de pintura que acompanha a evolução da Metalfarma.